Transformação real não te alivia — ela te arranca da mentira

Você sente o peso da sua vida nas costas, mas insiste em usar um sorriso como escudo. Quando alguém te pergunta como você está de verdade, você desvia o olhar, muda de assunto. Não quer encarar a verdade que está escondida dentro de si. E enquanto isso, você vive em uma mentira confortável, cercado por desculpas. A transformação real não é como o que você espera: ela não te acalma, ela te destroça. E é exatamente disso que você precisa.

Você se prendeu em sua própria zona de conforto, mas quem você pensa que está enganando? Seu corpo sente, sua mente grita, mas você ignora. A mentira é confortável, mas a transformação não te permite mais viver assim. A transformação real te força a ver a verdade, a questionar suas próprias certezas e enfrentar suas maiores inseguranças. Se você está buscando conforto, está no lugar errado.

E se você acha que está preparado para o despertar, lembre-se: o despertar não é gentil. Ele te rasga, te expõe e te obriga a encarar o que você nunca quis ver.

A mentira confortável que você chama de “felicidade”

Todos os dias, você repete a mesma rotina, se perde nos mesmos distrações, para não encarar a realidade do seu vazio. As pequenas mentiras que você conta a si mesmo parecem inofensivas, mas elas vão moldando sua vida. Você diz que está bem, que tudo está sob controle, que logo fará algo diferente, mas sabe que está apenas adiando o inevitável. Está acomodado em uma vida que não te desafia, que não te força a mudar.

“A felicidade não consiste na busca constante da satisfação, mas na aceitação do que é inevitável.” — Kant

Kant entendia que a verdadeira liberdade não vem de fugir da dor, mas da aceitação dela. Você tem medo de enfrentar os próprios demônios, então busca a felicidade superficial, aquela que é fácil, rápida e indolor. Mas o que você chama de “felicidade” é uma anestesia para não sentir o peso da verdade. Transformar-se não é buscar alívio, é abrir mão de tudo o que te mantém preso.

Você realmente quer ser feliz ou está apenas tentando escapar da dor que você mesmo se impôs?

O falso conforto da distração

Cada vez que você se perde nas redes sociais, nas distrações ou em mais uma tarefa sem sentido, você está fugindo. Fugindo de quem você realmente é. O que você chama de “precisar de um tempo para si” nada mais é do que uma tentativa desesperada de evitar o confronto com a própria realidade. Você se mantém ocupado para não ouvir o que sua alma está pedindo. E assim, vai deixando de viver, vai se distanciando cada vez mais de quem você poderia ser.

Sartre acreditava que a liberdade verdadeira está em aceitar a responsabilidade de nossas escolhas. Mas você se mantém ocupado para não precisar decidir, para não precisar mudar. A verdade é simples: se você não está disposto a parar e olhar para dentro, a transformação não acontecerá. Você vive em uma constante distração para não encarar o fato de que você tem medo da liberdade que vem com a responsabilidade de ser quem você realmente é.

Quando você vai parar de correr e começar a viver?

A dor que você evita vai te perseguir

Você se distrai, foge, encontra mil desculpas para não encarar a dor, mas ela não vai embora. Ela se acumula, se acumula até que não seja mais possível ignorá-la. O medo de sentir, o medo de se expor, o medo de falhar — tudo isso vai se tornando um peso ainda mais pesado. Até que, em algum momento, você se vê encurralado pela própria vida, sem escapatória.

“O sofrimento é parte da experiência humana. A libertação vem quando aprendemos a conviver com ele.” — Schopenhauer

Schopenhauer sabia que o sofrimento faz parte de nossa existência. Você pode tentar ignorá-lo, pode tentar se esconder dele, mas ele sempre voltará. A transformação real não é sobre evitar a dor, é sobre aprender a aceitá-la e usá-la como um guia. Só quando você enfrentar essa dor de frente, ela deixará de ter poder sobre você.

Você vai continuar fugindo ou vai enfrentar de uma vez por todas a dor que está te paralisando?

O verdadeiro despertar te arranca da mentira

Chega o momento em que as mentiras se tornam insustentáveis. O que parecia confortável se transforma em uma prisão apertada. E é nesse momento que a transformação real acontece: ela não vai te aliviar, ela vai te arrancar da mentira que você está vivendo. Você vai perceber que, por mais que tenha tentado se convencer do contrário, não estava vivo. Estava apenas existindo. A diferença é brutal, e a transformação não te dá uma saída fácil. Você vai ser forçado a abandonar o que achou que sabia, e terá que escolher o que fazer com isso.

“Não há caminho para a liberdade. A liberdade é o próprio caminho.” — Deleuze

Deleuze te desafia a entender que a liberdade não é uma recompensa no final de um processo, mas o próprio processo de destruição e reconstrução. A transformação real não oferece consolo, ela te força a caminhar para fora do que você conhecia, sem te prometer um final feliz. Mas se você está disposto a seguir esse caminho, ele pode te levar à liberdade verdadeira.

Se você está confortável onde está, talvez seja hora de parar de fugir e encarar a realidade. O despertar nunca é confortável, mas é a única maneira de você realmente se tornar quem nasceu para ser.

Se isso te incomodou, talvez seja hora de parar de fugir. Isso é só um exemplo do que a transformação real exige de você. Está pronto para se arriscar?

Sandra Lima
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Escrevo entre o visível e o invisível. A lógica da mente me formou, a escuta da alma me molda. O acorda.me nasceu pra lembrar que despertar não é sair do mundo — é habitar ele com lucidez.

Teremos o maior prazer em ouvir seus pensamentos

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